segunda-feira, 20 de abril de 2009

Pois bem, às minúcias!

Ainda existem pessoas legais nesse mundo, de fato. O dono aqui da pensão foi viajar e deixou o notebook dele comigo. Praticamente todo mundo da pensão viajou, e passar o dia sozinha e sem internet é triste, acho que ele ficou com dó. E aí aqui estou eu, sentada na mesa da cozinha, ouvindo as minhas musiquinhas (por isso eu amo meu pen drive) e postando aqui no blog. Hoje, portanto, me limitei a estudar e aproveitar a internet. Como não tem coisas pra contar, vou usar o post de hoje pra falar de pequenas coisas que me fogem da memória na hora de escrever os outros posts. Em outras palavras, as minúcias.

Semana passada assisti uma palestra com um cara português. Sobre a Carta Constitucional Portuguesa. Foi bom porque deu pra eu ver bem (durante quase 2 horas...) como é realmente o sotaque lusitano. Vou treinar pra imitar direitinho. É tão engraçado; sério, eu me esforcei muito para não rir algumas horas.

Outro dia levei o violão pra USP. De tardezinha, depois do horário da aula, sentei num banquinho da praça do Relógio e fiquei tocando musiquinhas. Lá é um lugar bom, por vários motivos. Primeiro porque os passantes não reparam muito que você está lá: pras pessoas que tem vergonha de tocar (como eu), isso é ótimo. Depois que é um lugar amplo e aberto, o som parece que fica bom. E fora que é o marco zero da USP, uma coisa simbólica e divertida. Enfim, fiquei por ali até meus dedos começarem a ficar duros de frio. Sim, estava uma noite gelada e com um vento cortante.

Minhas habilidades domésticas evoluíram, mesmo que pouco. Agora já consigo lavar a roupa sem medo, uma rotina já está estabelecida e posso afirmar que, apesar de tudo, é uma sensação ridiculamente gostosa saber que eu mesmo posso cuidar do que eu visto.

É bom saber que Sampa não se tornou para mim uma coisa assustadora, como eu achei que poderia acontecer antes de vir pra cá. Eu olhava o tamanho dessa metrópole no Google Earth e cara, é gigante. Eu me imaginava aqui e não sabia se ia conseguir vencer o medinho de me locomover por todas essas ruas. Mas, de alguma forma, nada disso me assusta mais. Será que fui engolida pelo espírito metropolitano? Talvez, e afirmo que isso é renovador. Muitas possibilidades para tudo, e veremos pra onde irei amanhã. E agora vou-me; boa noite pra vocês (bom dia ou boa tarde, depende do horário em que vocês tão lendo né...).
ob

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