segunda-feira, 4 de maio de 2009

Virada Cultural

Ê título mais sem originalidade hein?

Não sei bem como começar a descrever esse evento. Foi uma noite/madrugada/manhã bem alternativa! Pra mim foi, além de tudo, um grande passeio pelo centro de Sampa. O palco principal tava na Av. São João. Não me lembro se eu já tinha andado por ela. O começo da epopéia se resumiu em achá-la; alguns de nós estavam com mapas, eu me limitei a segui-los; pulando e saltitando de felicidade quando pensava na expectativa de passear pelas ruas de Sampa na madrugada. Claro que ainda era cedo, a gente se encontrou na Sé umas 6 da tarde. Mas enfim.

O evento seria aberto pela OSESP e pelo ex-tecladista do Deep Purple, Jon Lord. Foi muito bom, mas como tava muito (e leia-se, MUITO) cheio, acabamos vendo pelo telão mesmo. Tudo bem, pra mim valeu pela festa. Depois disso, o destino seria a Estação da Luz, onde tava tendo uma homenagem aos 20 anos sem Raul, com bandas tocando os albuns do cara. Tá que eu só conheço umas 3 ou 4 músicas dele, mas como eu disse, só por andar pra lá e pra cá pela maior cidade do Brasil eu já tava feliz da vida. E a gente andou hein. Passamos rapidamente pela República, lá estavam os shows de rock.

Meia-noite teve Marcelo Camelo no palco principal; esse cara é fodástico. Quando ele tocou "Morena" eu cantei a plenos pulmões. Muito lindo. Depois disso, mais andanças. A um certo momento, paramos num supermercado Compre Bem pra abastecer o estômago. Miojo cru e Coca-Cola (não, não foi só eu que comi isso, tá?)! Mais tarde paramos num bar pra descansar os pés, conversar, cantar. Isso já era bem de madrugada. Depois, próximo ao Viaduto do Chá, tava tendo umas batucadas muito loucas. Sentamos no vale do Anhagabaú e olhamos o céu clarear. Todo mundo meio podre já. E então, rumo à República. Agora posso falar que fui a um show de rock de verdade. Assistimos Matanza; eu nunca tinha ouvido falar e de fato não faz meu estilo; mas cara, valeu pra ver os tipos que freqüentaram o show! Sim, deu pra dar risada. O sol já tinha saído; muita gente dormindo pelos cantos, pessoas com cara de zumbi (falo nada porque eu também devia estar assim), enfim. Depois teria Cordel do Fogo Encantado, mas não conheço os caras direito e achei melhor vazar e descansar. O importante é que eu virei! Era umas 9h quando fui embora.

E acho que tava cansada mesmo. Tanto é que na volta pra casa eu literalmente babei no ônibus. Tipo, é longe pra caramba o centro de casa, e eu tava tranqüila porque vou até a última parada. Ou seja, não tem perigo do busão passar o ponto e eu ficar nele. Nossa, encostei na janela e dormi profundamente. Ainda bem que domingo de manhã as conduções são vazias.

Enfim, minha conclusão. São Paulo é uma cidade incrivelmente linda. E às vezes acho que ainda não acredito que moro aqui. Sério, quando a gente passava em frente ao Teatro Municipal, ou ao Viaduto do Chá, ou simplesmente por aquelas ruelas paulistanas... me dava um sensação de euforia muito divertida. Por isso eu disse lá em cima que a Virada pra mim foi principalmente pra apreciar a Terra da Garoa junto com pessoas altamente divertidas. E valeu, valeu muito a pena; ano que vem vou de novo, com certeza! E viva Sampaaaaa!

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