Como é bom, de vez em quando, parar de correr e ficar um pouco com nós mesmos. Há muito eu estava devendo um tempo pra mim (coisa de velho, eu sei).
E esse fim de semana foi assim: nerdeando, pensando na vida, desfrutando a minha própria companhia.
Consegui dar uma adiantada boa na minha vida acadêmica. No sábado terminei os fichamentos de Metodologia, agora só falta digitar. Pra distrair, assisti Friends (revigorante!) e reassisti (talvez pela terceira vez, não sei ao certo) aquele filme com a Drew Barrymore: Riding in Cars With Boys (Os Garotos da Minha Vida). Trilha sonora excelente, e a Drew tá muito bem.
Antes de dormir uma caneca de leite e umas páginas de Lya Luft. É, sim, eu li um livro dela. "Pensar é transgredir". É bom, sabe. Eu sei que há alguns anos eu torcia o nariz pra livros desse tipo, mas faz bem variar um pouco né. De fato, faz pensar, e veio a calhar nesse meu fim de semana alienado-solitário-filosófico-nerd.
No domingo... acordei devagar, li todo o dossiê da Guerra Civil Espanhola de uma revista que eu ganhei ainda na cama. Tomei um banho gelado e o resto do dia se resumiu a ler o texto de Ibérica dessa semana (que é um livro inteiro, by the way). Tá, ainda não terminei e tô longe de terminar, mas enfim. Li uns pedaços do livro do Celso Furtado também, que eu vou ter que fazer uma resenha.
Sexta agora volto pra terrinha, ô delícia! Se pá vou hoje mesmo comprar passagem, só tô esperando ver se consigo uma carona.
Por fim... um trecho interessante do livro citado nesse post:
"É indispensável circular, estar enturmado. Quem não corre com a manada praticamente nem existe, se não se cuidar botam numa jaula: um animal estranho. Acuados pelo relógio, pelos compromissos, pela opinião alheia, disparamos sem rumo - ou em trilhas determinadas - feito hâmsteres que se alimentam de sua própria agitação.
Ficar sossegado é perigoso: pode parecer doença.
(...)
O silêncio nos assusta por retumbar o vazio dentro de nós. Quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incômodas ou mal resolvidas, ou se enxerga outro ângulo de nõs mesmos. Nos damos conta de que não somos apenas figurinhas atarantadas correndo entre casa, trabalho e bar, praia ou campo."
(Lya Luft, Um Pouco de Silêncio, Pensar é Transgredir)
Silêncio e solidão, de vez em quando, é muito bom.
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