domingo, 29 de agosto de 2010

Do que você aprende morando na Terra da Garoa

Aqui não existe essa coisa de ligar pro seu amigo e dizer: "Tô passando aí!". Combine antes, de preferência com um dia de antecedência. Tem lugares aqui que apesar de ficarem na mesma cidade, levam bem mais de 2 horas pra atingir. Pra compensar, marque rolês que durem o dia todo, pra aproveitar mesmo.

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Sempre leve na sua mochila 2 coisas básicas: guarda-chuva e uma blusa. O tempo tá cada vez mais louco e aqui na Terra da Garoa isso tende a ser ainda mais estranho!

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Pergunte. Sério, não custa e ajuda muito. Existe muito mais gente legal do que parece nesse mundo. E se tiver vegonha, como eu tenho (e muita), lembre-se de que dificilmente você vai ver aquela pessoa de novo. "Esse ônibus passa em tal lugar?" "Se eu seguir nessa rua, chego no ponto X?" E a clássica, para o cobrador do ônibus: "O senhor pode me avisar quando chegar em tal lugar?".

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Não importa que você more longe do metrô: saiba chegar até sua casa a partir de algum deles. A partir disso, você nunca estará totalmente perdido na capital, mesmo que esteja pra lá da Zona Leste! É só perguntar onde passa um ônibus pra qualquer metrô. Qualquer um. E, uma vez dentro dele, vá até a estação onde passa seu ônibus e seja feliz.

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Saiba também como chegar da sua casa até lugares famosos como Paulista, Sé, Rebouças, Faria Lima e outros por aí. Eles sempre são pontos de referência.

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Sempre cheque os mapas na internet antes de ir pralgum lugar novo. Google Maps taí pra isso, gente! Lá eles te informam tudo direitinho, opções de rotas, ônibus que tem que pegar, metrô, etc. É só ter um pouco de calma e organização mental.

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Existe uma coisa que se chama horário do rush, que eu não acreditava que pudesse ser tão ruim mas que já aprendi que é realmente o inferno na Terra. Se você puder evitá-lo, evite. Espere uma horinha a mais no bar com seus amigos, leia mais algumas páginas do seu livro, vá comer alguma coisa. Ou isso ou você vai ficar horas dentro de um busão lotado que anda 10 metros a cada 5 minutos.

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Se você tem grana, beleza. Mas se não tem, saiba que São Paulo oferece muito lazer por custo zero! É só saber procurar (existe uma pá de sites por aí que mostram os programas grátis do fim de semana) e ter disposição. Tem feiras de tudo que você imagina, exposições, shows, dezenas de shoppings, parques. Sério, não vale a pena ficar em casa vendo TV (e olha que todo mundo sabe que eu adoro televisão e internet!). Seja um turista na sua cidade!

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Se você quer assistir a um evento público gratuito e quer conseguir ver alguma coisa decentemente, chegue antes. E não é 1h antes. É 3 ou 4 horas no mínimo. Lembre-se de que São Paulo é a sexta maior cidade do planeta, e não é só você e seus amigos que moram aqui, tem quase 20 milhões de outras pessoas que podem resolver aparecer. Mas a espera quase sempre vale a pena (se você pesquisou direitinho pra saber do que se trata a atração, é claro. Não caia na bobeira de entrar em filas sem saber direito pra que ela é!).

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São Paulo é perigosa? É. Tem um mooonte de assaltos por dia? Tem. O trânsito é uma loucura? Pode acreditar. Mas não deixe que isso te impeça de passear por aí! É só não dar bandeira: nada de andar na Sé com o iPod na mão, não fique falando no celular e olhando pro céu distraído, cuidado com as mochilas, e tente não carregar muita coisa de valor contigo quando for passear. Não sei qual o seu grau de crença em destino ou coisa do tipo, mas se for pra você ser assaltado, vai ser e não adianta falar nada. Já soube de gente que foi assaltada de dia em lugares tranqüilos, e sei de pessoas que andam pela cidade a noite e nunca sofreram absolutamente nada. Lógica? Nenhuma. Aqui vale a mesma coisa do horário do rush: se você pode evitar andar por lugares suspeitos, evite. Mas não me vá deixar de ir num evento lá no Centro só porque é perigoso.

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Pra terminar, seja observador. Por exemplo, enquanto tá lá de bobeira no ponto de ônibus, preste atenção nos itinerários dos busões. Não é pra ser uma neurose, é só pra ir guardando mentalmente as opções de transporte que se tem. Você nunca sabe quando vai precisar ir a algum daqueles lugares. E quando já estiver transitando, atente para os lugares por onde você passa. Nomes de ruas, estabelecimentos, coisas do tipo. É sempre bom saber onde tem supermercados, Habib's (opção de comida barata, gente), barzinhos bacanas.

Enfim, sei lá porquê resolvi escrever isso. Acho que tinha a intenção de mostrar que Sampa não é tão complicada quanto dizem por aí. Talvez eu ainda acrescente mais dicas no futuro, conforme for aprendendo mais. Até lá... aproveitem essa Paulicéia Desvairada, pessoas!

8 comentários:

  1. heheheh adorei o post!

    virou guia turística agora foi ??
    bjao

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  2. pois é, bagagem pra isso a gente tem de sobra né? hahah

    há tempos tava querendo escrever algo do tipo! todo mundo deveria saber curtir Sampa! ;D

    beijo!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. AIIIIIIIIII!!! MINHA MENININHA! TÃO NOVINHA E JA DESCOBRINDO SAMPA! FALA VERDADE? MANDEI BEM, NÃO MANDEI? TRABALHEI DIREITINHO...SAIU MELHOR QUE A ENCOMENDA....KKKK
    AMEI KIKI!
    BEIJO MAMÃE

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  5. Seguindo o conceito que te dei de especial, esse seu post é a intersecção de normal e especial!

    Legal =P

    PS:No fim tinha prova, mas fui bem, acho que dá para tirar uns 9!

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  6. Vou lançar essa idéia pra Abril, Piti! hauhau

    E Dé, thanks por criar a categoria! kkkkkk

    beijo proceis!

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  7. Puxa Kiki, ótimo guia, gostei, legal, rsrsr, bjos

    Papai

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