Ducentésimo post do blog. Mas não tou na vibe de comemorar.
E ontem passei um dos momentos mais difíceis dos últimos tempos. O que fazer quando sua grande amiga companheira de todas as horas vai passar um ano fora em terras longínquas?
Pois bem, se despedir foi doloroso demais. Há tempo eu não chorava tanto. Sério.
Durante quase o dia todo o sol imperou lá no alto. Andamos (eu, Carol e Rui) pela Santa Ifigênia, depois fomos à Lapa fuçar um brechó. O calor estava absurdo... voltamos silenciosos e caímos na piscina, que estava deliciosa. Aos poucos ia me batendo novamente o desespero interno de que dali algumas horas eu teria que falar tchau... Mas todo mundo foi disfarçando, acho.
A Dani chegou um pouco depois das 6h. Comemos juntos, conversamos, vimos o powerpoint nostálgico. Fizemos mais uns vídeos engraçados, tiramos umas fotos. Levamos a Dani ao ponto de bus da Ipiranga e a partir daí... acho que não parei mais de chorar. O caminho do ponto ao apê, que eu fiz tantas e tantas vezes... pareceu mais vivo, e eu sabia que seria a última vez que eu estaria andando por ali para chegar ao prédio e tocar no 1211.
Aquele silêncio, pontuado em certo momento por Pais e Filhos, do Legião.
E chegando lá... hora de ficar sentadinha no sofá só sentindo as companhias e absorvendo as paredes em volta pra nunca esquecê-las. Uma última olhada pela sacada, uma última cuspida (!), algumas palavras chorosas trocadas. Eu e a Carol percebemos que era a primeira vez que a gente tava realmente triste juntas, down mesmo. Porque a gente é sempre alegre, sempre.
E fomos, os três, rumo à Barra Funda. Muito silêncio, a ficha caindo lentamente. E lá... bem, não tem o que escrever. Eu fiquei tentando lembrar do que precisava dizer, mas aí a Carol falou algo que fez todo o sentido: "Nós não precisamos falar nada... a gente se entende só de olhar". Pois é.
O ônibus chegou, eu entrei em pânico e tive que fazer muita força pra não surtar de vez. Fui a última a subir, depois de muitos abraços, lágrimas, eu te amo e mais abraços. Despedida deve estar lá no topo das piores coisas do mundo, das dores mais profundas. Não fiz uma viagem muito legal, não dormi direito, cheguei zumbi aqui, ainda consegui chorar mais no ombro da mamãe e só fui dormir um pouquinho depois do almoço. Acordei com os olhos ardendo muito.
Pensando agora em uma coisa que a Carol falou pra mim e pra Dani ontem de noitinha, isso é meio que só o fim de uma fase. Naturalmente nada vai mudar em termos de amizade. Mas é o fim de uma fasezinha, imagino. Ou não, sei lá... na verdade, vou acreditar que a única coisa que vai mudar é que não sairemos mais dos bares da Augusta e desceremos pro apê. O resto vai continuar igual. Isso será só um intervalo.
That's it, people. Bola pra frente, agora. Vamos ver o que farei pra aproveitar Lins. Até mais pra vocês!
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