domingo, 24 de abril de 2011

Our place

Faz um tempo enorme desde a última vez em que eu senti vontade de escrever e estava com um computador por perto ao mesmo tempo. As coisas têm estado desreguladas. Hoje tudo deu certo, afinal.

Acabei de assistir a um episódio de Anos Incríveis... sei que já falei várias vezes dessa série, mas falo de novo e de novo se precisar, porque ela é fenomenal. Os comentários do narrador tem umz intensidade e uma realidade tão grande que é meio impossível você não se identificar em algum momento.

Hoje ele tava falando sobre o lugar em que crescemos, da rua em que vivemos e que conhecemos tão bem quanto nosso próprio quarto. Bem, eu não fui da geração que passava dias a fio correndo pelo bairro; sei que meus pais e tios aproveitaram muito mais essa alegria. Mas eu tive meus momentos felizes pela vizinhança.

Moro aqui nesse bairro há uns 17 anos; e nesta casa há uns 16. As memórias são intermináveis. Lembro de que quando a minha irmã nasceu, nós (eu, mamis e Dé) íamos quase todo final de tarde levá-la pra passear de carrinho em volta do quarteirão. Eu ia de patinete, sempre correndo, às vezes levando o Dé (não sei como cabíamos os dois; meu patinete é minúsculo).

Lembro de inúmeras partidas de bétia aqui na rua de casa. Tenho uma grande amiga que é minha vizinha de frente, e a gente se divertia jogando. O irmão dela sempre chamava algum amigo, e aí fazíamos duplinhas garotas x garotos. Às vezes saía briga, mas eu lembro mesmo é das risadas, das rebatidas memoráveis, de não querer que o dia escureça, e de voltar pra casa querendo que amanhã chegue logo pra jogar mais. Lembro de tirar a 'casinha' correndo da rua pros carros passarem (o que acontecia bem ocasionalmente).

Acho um barato quando o narrador comenta que quando a gente é criança tudo parece maior. É isso aí. A minha pré-escola ficava a apenas alguns quarteirões daqui. Mas eu lembro como tudo parecia mais longe. Quando fazíamos pique-nique na pracinha (que também fica a pouquinhos quarteirões da escolinha) parecia pra mim que a gente tava viajando, fazendo uma longa caminhada. Quando na verdade o caminho demorava só uns 10 minutos.

Mas é isso. Eu tenho que ir agora, volto hoje a noite pra Sampa e ainda nem arrumei mala. Um dia faço um post mais elaborado sobre o meu lugar aqui em Lins.

S2.

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