Ontem tive um dos dias mais divertidos desde que cheguei aqui em Sampa. Fui ao Teatro da USP (TUSP) junto com uma amiga da faculdade! Nosso programa incluía assistir um filme no CINUSP a tarde, mas desistimos por falta de tempo. Sabe como é, nenhuma de nós duas já tinha ido no TUSP e apesar dos mapas indicarem que o caminho seria ridiculamente fácil, achamos melhor sair bem antes e tudo mais. Perambulamos pela USP, comemos um cachorro-quente incrivelmente delicioso (ok, talvez fosse a fome!), saímos correndo atrás do ônibus pelo gramado da FFLCH. Literalmente.
"-Olha Dani, é o Jaçanã, é esse que a gente vai pegar né?
-Nossa, é o Jaçanã mesmo! Nããããoooo! Correeeee!
-Espera tiooo, esperaaaa! Aaahhhhh!"
É óbvio que não deu tempo, e tivemos que esperar outro busão. Enfim, depois de finalmente embarcar, eu finalmente estreei meu bilhete único (saltitei quando vi R$1,15 na tarifa cobrada!). Encontramos no ônibus uma tiazinha maior doidona, com uma tatoo do Corinthians no ombro e um mp3 no ouvido, que nos ouviu comentar sobre a Galeria do Rock e disse que lá tá cheio de coisa boa e barata (é difícil explicar como foi engraçado ela falando, vocês tinham que ver mesmo!). De quebra ela ainda nos avisou quando teríamos que descer na Consolação pra ir no TUSP. Muito bem, descemos no lugar correto e achamos o teatro sem problemas. No meio do caminho olhamos pra um lado e vimos uma livraria Nobel, olhamos pro outro e vimos um super sebo. Nem precisa dizer que eu fiquei doida né, e aí fomos gastar uns minutinhos neles. Muita coisa interessante, achei uma edição de Harry numa língua que eu nem soube identificar! Também passamos ali no Sesc e descobrimos que vai ter uma peça muito boa por um preço até acessível (10 mangos a meia) com o cara que fez a série Capitu (Michel Melamed)! Eu bem quero ir; como disse a Dani, é só ficar 5 dias sem bandejar e pronto, já cobre o ingresso.
Bom, aí enfim fomos pro teatro. Muito bonito lá, com colunas imponentes na frente e tudo mais. Tava vazio (mesmo sendo de graça! Como pode isso?!) e conseguimos sentar na frente sem problema nenhum. Quanto à peça, o nome era Fado de Rosita, sobre um poema lá de García Lorca, o dramaturgo espanhol e enfim, não conheço muito sobre ele. Adorei, tem cenas engraçadas e é cheio de músicas no estilo português. Parece que é um projeto de professores da Unicamp, ou algo assim.
Quando acabou voltamos pro ponto, ainda não era tão tarde (por volta das 9 e meia). Um monte de alunos do Mackenzie se aglomeravam por toda a região. São nossos rivais, os ditos cujos...! Brincadeiras à parte, mas é que eu não pude deixar de me lembrar das brigas que teve, décadas atrás, na rua onde fomos e etc. Enfim. Encontrei uma das garotas que mora comigo no ponto de ônibus (incrível como é possível encontrar pessoas do nada até mesmo na maior cidade do Brasil!) e voltamos pra casa. A noite tava fresca pra minha felicidade (a chuva que caiu esses dias todos tinha que servir pra alguma coisa...). Cheguei em casa, comi uns pães e caí na cama. Um dia de diversão de alto nível e de graça.
Agora chega de passeios, creio que passarei o resto do fim de semana estudando, lendo, fazendo fichamentos e me preocupando com os seminários. Portanto, até logo!
P.S.: A saudade do meu violão tá muito grande! Alguém aí se lembra daquela cena de O Pianista, em que o cara finge que toca piano, passando a mão sobre as teclas para não fazer barulho por causa dos nazistas? Então, de vez em quando me pego dedilhando um violão invisível também...
Nenhum comentário:
Postar um comentário