sábado, 1 de agosto de 2009

Inferno astral?

Sentindo-se mal, depressed, infeliz e simplesmente triste.

Eu sei que isso é emo, mas pouco me importa. O dia ontem não foi dos melhores; na verdade foi péssimo. Não sei se é o inferno astral, mas a questão é que tô numa onda um tanto quanto negativa. Vamos do início.

Quinta a noite eu cheguei em casa depois de uma aula de Metodologia até legal. Tava até razoavelmente animadinha, me livrando daquela saudade de casa e do meu mal-estar de terça-feira. E aí vejo que chegaram as contas (águal, luz, etc...). Altas, muito altas. Pronto, começou. Já deprimi por isso; eu nem sei por quê veio tão alta, eu passei o mês de julho inteiro fora... fiquei muito mal mesmo.

Aí ontem eu tinha marcado um passeio no MAC com uns amigos. Isso me alegrava um pouco porque é na USP mesmo, não gasto nadinha. Fui de manhã na facul, e enquanto estava lá lendo meu óculos simplesmente quebrou. Ele já tava meio capenga, mas eu não esperava que fosse quebrar de vez justo agora.

Desesperei. É claro. Alguém faz idéia do que é ter 6 graus de miopia e estar sem óculos? Perto de casa eu sabia que tinha uma ótica, lá fui tentar consertar o óculos. Na verdade, preciso explicar, era necessário uma simples solda. Mas o cara da soldagem estava de férias. Sério, aí eu comecei a entrar em pânico mesmo. Na minha carteira contavam exatos 5 reais e 50 centavos.

Fui na banca carregar o bilhete único pra ir ao shopping e tentar algo nas óticas de lá. Mais uma: o blhete único de estudante tava bloqueado por causa das férias escolares. OK. O jeito era jogar na sorte e gastar os últimos trocados pra ir e voltar do shopping pagando em dinheiro o valor inteiro.

E no shopping... nenhuma das 3 óticas arrumava os óculos. Uma loja de jóias disse que soldaria por 50 mangos. 50? Nem ferrando.

Nesse ponto, devo acrescentar, eu tava transitando entre estressada/irritada por não conseguir enxergar e desesperada/agoniada por não saber o que fazer. Já tinha derrubado lágrimas, sentado no banquinho no shopping respirando fundo tentando acalmar (gente, vocês não tem noção de como é ruim não enxergar nada num mundo tão grande). Depois de algumas ligações me convenceram a ir pro Guarujá, na casa do meu tio, e ver o que daria pra fazer por lá. Me mandaram o dinheiro pra passagem (mais gastos... não!) Na confusão das ligações e do desespero deixei cair uma das lentes... e só percebi depois. Perdeu-se. E já era a chance de consertar o óculos... se antes era só soldar, agora eu teria, no mínimo, que mandar fazer uma lente nova.

Não tinha trocados suficientes pra voltar pra casa e pegar umas roupas... teria que ir direto pro Jabaquara. E fui. E agora cá estou eu no litoral.

Meu óculos novo já está encomendado; mais um gasto doloroso. Como se precisasse de mais. E tenho que voltar pra Sampa segunda pra fazer prova... com um monóculo (o que restou do meu óculos). Agora às contas de luz e água somam-se o óculos, as passagens pro Guarujá e enfim. Situação sufocante, vontade de sumir.

Eu sei. Preciso arranjar um emprego. Cheguei à conclusão que isso, e SÓ isso vai me fazer sair dessa agonia.

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