sexta-feira, 3 de abril de 2009

Hurry up!

De Lins para o mundo.

É delicioso, sim, voltar pra casa. Por mais que quase tenham me convencido a ficar na capital no feriado, de que a minha casa agora é lá e tudo mais (sim, eles são convincentes e deliciosamente divertidos). No fim sempre que eu volto fico felizinha. Hoje já saltitei, cantei, toquei violão, internetei muito, conversei. Mas dessa vez tá sendo uma volta diferente. Porque eu aguardo ansiosamente o que me espera depois que minhas mini-férias terminarem.

Sim, tou com saudade de Sampa já. Tá, não exatamente da cidade. Ou ao menos não só dela. Mas da minha vida lá. Da FFLCH, da biblioteca, das pessoas. Eu me apego fácil, ontem tava quase desistindo de voltar pra casa, e adiar a minha ida pra domingo.

Fui bandejar na Química com um monte de gente; isso é divertido, mas é meio complicado: nunca se acha lugar junto. Mas deu certo. Daí a noite fomos na Quinta e Breja, tava um frio congelante! E eu não tinha levado blusa, ainda bem que me emprestaram uma. Cara, a gente tava muito feliz. Saltitamos, cantamos, gritamos. Eu fico pensando o que aconteceria se a gente fumasse, sério mesmo. Porque qualquer um que olhasse poderia jurar que a gente tava high mesmo. Tava tão legal que eu olhava no relógio, via o tempo passar e queria ficar mais. Só que a minha mala já tava pronta em casa e minhas roupas limpas já tinham acabado. Mesmo assim, fiquei até o limite do tempo (e vocês já entenderão que foi limite mesmo). Depois de muitos "tchaus, boa Páscoa", abraços e mais abraços, peguei o circular e depois um busão pra casa. Na boa, entrei no meu quarto por volta das 22h. O último ônibus pra Lins era 23h30. Catei as malas, fui pro ponto e nada de passar o Barra Funda. Quando eu já tava pensando em desistir, ele passa. 22:40. Detalhe que ele demora uns 40 minutos pra chegar na rodoviária.

Pois é, desci lá 23h20. Corri muito, carregando uma mochila e uma mala, comprei a passagem e só deu tempo de entrar no ônibus. Sério, foi questão de eu sentar na poltrona e o ônibus sair. Milimetricamente calculado...

Mas o desespero valeu pelos minutos a mais que passei falando besteira com meus coleguinhas, tremendo de frio e rindo, rindo muito. A cada dia tenho mais certeza de que finalmente acertei. Em tudo.

Um comentário:

  1. Minha flor, pode crer que ainda virão muitas coisas boas e deliciosamente memoráveis nesses anos que passaremos juntas (e saltitantes)!
    Apesar de nós termos teimosamente tentado te convencer a ficar, aposto que foi muito bom pra ti voltar pra casa, e, afinal, uma semaninha passa voando!
    Eu realmente já to com saudades de todos e meio entediada por ficar em casa, mas como eu tenho milhares de coisas pra estudar, nem dá tempo de se entediar demais.
    Apareça no msn (te mando por depo) pra gente falar muita besteira a longa distância, e amenizar um pouquinho as saudades!

    bjobjo minha flor.

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