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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Isso é uma vergonha...

Os alunos da História tão em greve. Digo já na segunda frase do post que NÃO sou a favor de greve nenhuma, podem me chamar de direitista, egoísta, alienada e o diabo a quatro. Na boa, deve ser egoísmo mesmo. Eu quero aula, estudei que nem condenada ano passado pra chegar na porra dessa USP e ter AULA!

É pedir muito?

Desculpem a boca suja, mas eu tô deveras estressada com essa baderna toda. Continuarei indo na facul todos os dias, torcendo e esperando do fundo do meu coração que as aulas voltem. Creio eu que não vai durar, só a História em greve é uma coisa ridícula.

O lance da PM no campus. Não, não é certo, de fato não é. Mas que se dane, todo mundo fala que tem assalto pra caramba na USP, no fim eles podem até ser úteis. (Senti uma renca de estudantes caindo em cima de mim agora) Tá, é zuera, mas a verdade é que eu tô afim de estudar, os professores NÃO ESTÃO em greve, ou seja, por eles tudo seguiria normalmente, e o fato de isso não acontecer me deixa louca da vida. Olha, quem me conhece sabe que eu sou zen, não estresso à toa. Mas dessa vez...

Gente, desculpa. Que se foda essa greve. Eu vou pegar meus textos e livros e estudar. Não tenho tempo pra dar uma de militante. Boa sorte pra quem acredita nessa luta, eu não concordo mas respeito (só me incluam fora dessa...). Então vou indo que eu tenho aula de grego daqui a pouco. Até.

P.S.: E como não podia deixar de ser (correndo o risco de ser vaiada), coloco a frase da semana: Fora Brandão, queremos bandejão!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Internet, finalmente!

Great news, guys! De fato, uma bela notícia mesmo. Acabei de descobrir duas coisas. Primeira delas: a biblioteca da Química está aberta mesmo durante a greve. Tá, isso não é grande coisa, já que a da FEA e a da Psico também estão (e provavelmente todas as outras, só a FFLCH que não...). A notícia maravilhosa mesmo, que talvez vocês já tenham sacado, é que aqui tem internet FREE! Quando digo free num contexto universitário quer dizer "orkut, blog e bobeiras" liberados! Sim, sim, estou muito contente com isso! O bom também é que ela fica mais perto de casa. Não que isso faça muita diferença... mas agora sei que vou poder dar uma navegadinha antes de fazer o longo caminho de volta.

Começando com as novidades... bem, hoje foi a primeira reunião do grupo de estudos de História Antiga recém-criado por 3 calourinhos. Eu, Eduardo e Aline (e que só conta com nós 3 mesmo de integrantes). É um grupo totalmente independente, criado por nossa própria iniciativa (e sem fins lucrativos... haha). Quase ninguém gosta desse ramo da História lá no departamento, e nós só vamos ter essa disciplina no ano que vem, então achamos por bem começar a estudar por conta própria. Não que a gente tenha muita noção de como fazer isso. Hoje fizemos um apanhado geral de Antigüidade Oriental e Grécia, baseado em apostilas de cursinho mesmo, só pra relembrar tudo. Quarta que vem faremos o mesmo com Roma. E aí depois disso o trabalho de verdade começa. O plano é seguir dois livros: um manualzão de História Antiga pra ajudar a ter um conhecimento factual mais aprofundado e um outro livro mais analítico (e super clássico), de nome A Cidade Antiga. Tô otimista e animada.

Agora a tarde tivemos uma bela aulinha de Ibérica. Cara, fiquei feliz, a professora citou duas vezes o nosso seminário! "Como o pessoal do seminário do Manuelino mostrou na semana passada..." Sei que parece bobo, mas de qualquer forma... Ah, segunda teve paralisação de professores. Uma beleza (ironia mode=ON). Daí na terça não tive aula de grego, não sei por quê. Bem, na verdade, eu esperei até 10h15. O professor não chegou e eu vazei. Não sei se ele apareceu depois disso; espero que não porque eu me orgulho de dizer que até hoje não perdi nenhuma aula. Enfim. Acabou sendo bom porque aí eu corri pra Cátedra (não sei se já falei, mas a Cátedra Jaime Cortesão é tipo um centro de estudos Ibéricos, que conta com uma pequena biblioteca, umas mesas de estudo e um belo jardim) pra fazer as pesquisas do trabalho do D. Luís da Cunha. A coisa tá fluindo... um pouco de força e fé (e muita leitura...) e eu acho que chego lá.

Esqueci de dizer, mas já me reconheceram como fã de Harry Potter por causa do meu boné! Isso já tinha acontecido na UEL, e eu achei o máximo. Pois é, já encontrei uma viciada em Harry como eu aqui na FFLCH! Nem preciso dizer o quanto isso é maravilhoso né? Bem bem. Continuando. Ah sim. No final de semana nem fiz nada de mais, só estudei muito mesmo. No sábado fui no El Dorado dar uma passeadinha. Na verdade eu precisava ir no Carrefour e como já tava lá aproveitei pra ver as vitrines. Gente, preciso parar de escrever agora. A idéia inicial quando eu pus o pé aqui na biblioteca da Química era sentar e traduzir os textos de grego pra amanhã. Melhor correr. Até pessoas! Espero contar com textos mais constantes agora que descobri esse paraíso aqui. Fui!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

De seminário, trabalho e crises

É hoje, pessoas! O seminário do semestre. Tá, mentira, que eu acho que tô fazendo uma tempestade de um copo d'água mesmo. Mas é que dá um medinho, se vocês tivessem assistido o primeiro seminário veriam... Essa professora é daquele tipo meio cruel, que vai criticando um por um que tá lá na frente, em alto e bom tom para toda a classe ouvir. Paciência, já tô me preparando psicologicamente aqui pra agüentar o que ela for falar. Agora é torcer pra dar certo. Nunca tive muito problema em falar em público (não que eu goste, na verdade eu detesto, mas não tenho neuras com isso), mas é que eu quero muito ganhar uma boa nota nesse trabalho.

É, Ibérica tá me atormentando. Descobri essa semana que a professora também vai querer um tipo de monografia sobre um texto gigante que a gente vai ler. Toda aquela frescurite de trabalho acadêmico, citações, bibliografia e o diabo a quatro. Esse final de semana vou ver se escrevo pelo menos uma parte de tudo que tenho que escrever (esse trabalho aí, o lance da análise historiográfica, a monografia de Brasil Colonial).

Agora de manhã, durante os meus últimos ensaios pra apresentação, vim aqui dar uma passeadinha pela net ver se encontrava algumas informações a mais pra falar e prolongar um pouco a minha fala (tô com medo de estar pequena demais...). Enfim, daí também já orkutei um pouquinho.

De vez em quando (bobeiras agora, ignorem), aquela nostalgia infeliz e velha conhecida minha me invade e isso é muito ruim. De tempos em tempos eu tenho que lutar para mantê-la afastada. Hoje tava meio assim; não adianta, eu sinto saudade de tanta coisa. De pessoas. De situações que dificilmente voltarão a ocorrer.

Eu espero, do fundo do meu coração (que por ti bate como caroço de abacate), que certas coisas melhorem um dia. Tá, eu sei que muito do que acontece agora é SÓ conseqüência das minhas ações, eu admito isso. De verdade. Mas o que fazer quando a gente se arrepende?

Me desejem sorte hoje, pessoas. *Good luck, Kikiiii!*

sábado, 2 de maio de 2009

Resumão da semana

Falta-me tempo. Tempo. Sabe, tempo? Horas livre, sem fazer nada, com possibilidade de escolhas.

A semana foi, com certeza, a mais corrida desde que cheguei aqui em Sampa. Muito estudo, muitos trabalhos, muitos livros. Terça-feira passei uma longa manhã estudando na biblioteca. Ah, diga-se de passagem, todos os dias acordei 6h30 pra ir tomar café na USP. Enfim, voltando à terça. Andei pra lá e pra cá, entre a FFLCH e a FEA (sim, a FEA, meus queridos, o livro que eu queria não estava disponível na FFLCH...) pra conseguir o empréstimo entre bibliotecas.

Quarta-feira, depois de passar novamente uma longa manhã estudando, reuni com o pessoal do seminário de Ibérica a tarde. Sim, não tivemos aula. Daí mais algumas decisões foram acertadas. Tá muito em cima da hora esse trabalho, vou ficar tão feliz quando nós finalmente o apresentarmos. Bom. Nesse meio tempo tenho que lembrar que tem a monografia do prof. John Paul Pepper pra fazer; por enquanto só deu pra ler várias partes dos livros que ele indicou. Depois da reunião encontrei as meninas e o Gabriel; fomos na praça do Relógio fazer nada e falar besteira. Dezenas de fotos espontâneas e constrangedoras, brincadeiras bobas e essas coisas que fazem o tempo passar voando.

Quinta-feira seria o dia do meu seminário de Metodologia. Eu tava meio desesperada, teria que apresentar a minha parte e parte de um garoto do grupo que tava doente e não poderia apresentar. Mas daí olha que lindo, o professor faltou! Ele mandou um orientando dele passar um filme pra gente - O Dia em que a Terra Parou. A versão original, de 1951, clássico e tudo. Adorei! Tá que eu não sou fã de produções pré-históricas, mas esse aí foi bastante interessante. Ah, esqueci de dizer, bandejei na Química. Comi tanto que acho que assustei minhas companhias. Enfim. Quinta é dia de Quinta e Breja; a gente foi lá passear um pouquinho; as meninas tomaram um sorvete, eu tomei a minha habitual Coca-Cola. Depois tivemos alguns minutos gastos na praça do Relógio olhando o céu e gelando os ossos (sim, tem feito muito frio aqui em Sampa).

Ontem, feriado, fiquei em casa. Foi o dia da Camila se mudar, ajudei-a com os empacotamentos. Triste despedida. Agora ficarei sozinha por aqui nos fins de semana... Não gosto (odeio) despedidas. Enfim. Usei o resto do dia pra estudar. Hoje e amanhã estarei indisponível porque tem Virada Cultural! Tomara que eu agüente ficar lá.

É isso pessoinhas. Torçam pra que eu consiga colocar em ordem a minha vida acadêmica. Em outras palavras, torçam pra que eu consiga fazer esse seminário de Ibérica dar certo...! No próximo post venho aqui contar como foi a Virada. Até.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Raindrops keep falling

Não adianta: dia nublado me deixa mesmo feliz. É só eu acordar e ver aquele céu cinzento que alguma coisa dentro de mim sorri e me diz que o dia vai ser bom. Mesmo com todo o incômodo que uma possível chuva possa causar (e causa, pode acreditar), e todo o frio que eu possa passar quando esqueço de carregar a blusa... ainda assim esse tom cinza me deixa bem. Hoje está assim, meio friozinho, cara de chuva. Ontem choveu um bom tanto, eu estava aqui na USP. Comprando pão, mais especificamente. Sim, xinguei os céus por estar molhando meus tênis e um pouco da mochila, desejei estar em casa, abrigada e agasalhada. Mas isso são detalhes.

E olha que ontem não teve circular, porque teve outra paralisação (a terceira desde que cheguei!É fogo, viu!). Quarta-feira tinha um boato correndo de que a greve de verdade estaria pra começar. Aí na aula de Ibérica a professora falou: "Se eu fosse vocês, eu corria pra biblioteca e pegaria todos os livros que vocês pretendem usar; porque as aulas vão continuar [é uma greve de funcionários, não de professores], só que se for ter greve mesmo a biblioteca vai fechar. E aí vocês não terão o que ler.". Não deu outra, acabou a aula e já corri pra lá. Eu e mais meia USP... Nunca vi a fila pra retirar livros tão gigante. Sério. Mas tudo bem, graças aos céus consegui os livros que queria. Só que também voltei pra casa com a mochila abarrotada (e as costas, quebradas...) e os braços cheios.

Esse final de semana não vou passear, vou ficar estudando mesmo. Passeei muito no feriado, e no fim de semana que vem já tem programinha marcado. Daí esse sábado e esse domingo terão que render muita leitura, não quero nem saber. Torçam por mim. Nesse exato minuto tô aqui na sala de computação da FFLCH; já almocei (na Química hoje) e terminando o post aqui já vou começar a ler o texto de segunda. Enfim. Aliás, vou parar por aqui mesmo. Até mais, pessoas. Se eu não postar aqui nos próximos dias, vai ser por falta do que dizer mesmo.

P.S.: e acabou que não vai ter greve logo agora (pelo que eu entendi); se for será só lá pelo dia 5, ou depois disso. Ainda bem.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

The news

Nem acredito que finalmente saímos do lugar em relação ao seminário de Ibérica! Reunimos hoje, embora só 4 pessoas estivessem presentes, mas decidimos os tópicos, todo mundo deu idéia e o melhor, quando fomos na Cátedra (lugar aqui na FFLCH onde tem uma biblioteca especial de História Ibérica e onde muito comumente encontramos os professores e estudiosos de Ibérica) o cara que tá nos ajudando no trabalho tava lá! Sim, tudo conspirou positivamente.

Ontem fui na Quinta e Breja, tava muito bom! Eu sempre me divirto, mas ontem tava demais! Começamos a cantar lá, a hora que a gente viu tava uma roda de pessoas pulando e cantando musiquinhas felizes! Daí voltei meio tarde pra casa, mas no problem. Como não consegui mesmo carona pra casa, já marquei uns programinhas pro feriado. E tô vendo coisas grátis pra fazer no fim de semana. Apesar de que eu estou realmente pretendendo estudar esses dias. Colocar as coisas em dia de uma vez.

Quarta-feira a professora avisou que ia faltar, então teoricamente eu não ia ter aula. Mas daí, como eu tô virando nerd (aham...) fui assistir a aula de Ibérica da outra professora que dá aula pras meninas. E pior, eu ia ver só a primeira parte, acabei assistindo inteira! Mas foi interessante. Depois, a noite, quase congelei no ponto de ônibus; tava muito frio! E eu não tinha levado blusa, foi uma belezinha. Bom, gente, vou indo já. Tenho uma palestra daqui uns minutos e vou comer alguma coisa antes. Hasta la vista. Como no fim de semana e feriado provavelmente não venho pra USP, vai ser meio difícil postar aqui, mas farei um esforço (de vencer a vergonha e invadir a casa vizinha pra usar o PC...). Fui.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Atualizando

Eita correria! Dessa vez não tive tempo de verdade de vir aqui postar. Segunda de manhã cheguei aqui em Sampa com cara de zumbi! É sério, a primeira coisa que a minha amiga falou quando me viu foi: "Nossa, cê tá bem?". Enfim, mas era só falta de sono mesmo. Assistir a aula de América Colonial foi um suplício, meus olhos se fechavam sem o meu comando! E olha que eu gosto pra caramba dessa matéria.

Ontem a aula de Brasil Colonial foi boa; na segunda parte, quando a gente faz a análise do documento em grupos, finalmente conseguimos fazer alguma coisa que parece que ele gostou. Falando na matéria dele, tô meio incerta sobre o que vou escrever na monografia. Como eu digo isso pro professor sem parecer um ser muito ignóbil? Hard thing to do, han?

Esqueci de dizer, mas consegui carregar tudo que eu trouxe de Lins para cá numa boa. Quer dizer, não exatamente numa boa. Carregar bagagem nas duas mãos e ombros nunca é de boa, mas deu certo. Agora tenho mais o violão pra me distrair. Santo Deus, eu tô distraindo demais, preciso estudar, de verdade! Sexta agora vai ter a primeira reunião com o pessoal do seminário de Ibérica! Sério, acho que na quinta vou fazer um tour por todas as igrejas e templos de São Paulo e rezar pra que a gente consiga sair do lugar! O desespero me consome. Não riam.

Ademais, acho que não vai rolar mesmo voltar pra Lins no feriado. Nada de carona até agora, e a grana, como todo mundo sabe, não brota do chão. Paciência, eu tenho mesmo que ler muitas coisas e fazer os trabalhos. Pensei também que, depois que passar os seminários e o meu trabalho de Brasil Colonial tiver saído do lugar, eu vou poder matar uma ou outra aulinha pra voltar pra casa. É, porque até agora não perdi nenhuma aula, nem de grego. Nossa, falando em grego, tá começando a complicar aquela coisa. Mas ainda tá legal, e pretendo me esforçar ainda mais. Até mais então, pessoas. Vou tentar deixar isso aqui em dia (não é uma promessa; apenas uma meta).

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Hurry up!

De Lins para o mundo.

É delicioso, sim, voltar pra casa. Por mais que quase tenham me convencido a ficar na capital no feriado, de que a minha casa agora é lá e tudo mais (sim, eles são convincentes e deliciosamente divertidos). No fim sempre que eu volto fico felizinha. Hoje já saltitei, cantei, toquei violão, internetei muito, conversei. Mas dessa vez tá sendo uma volta diferente. Porque eu aguardo ansiosamente o que me espera depois que minhas mini-férias terminarem.

Sim, tou com saudade de Sampa já. Tá, não exatamente da cidade. Ou ao menos não só dela. Mas da minha vida lá. Da FFLCH, da biblioteca, das pessoas. Eu me apego fácil, ontem tava quase desistindo de voltar pra casa, e adiar a minha ida pra domingo.

Fui bandejar na Química com um monte de gente; isso é divertido, mas é meio complicado: nunca se acha lugar junto. Mas deu certo. Daí a noite fomos na Quinta e Breja, tava um frio congelante! E eu não tinha levado blusa, ainda bem que me emprestaram uma. Cara, a gente tava muito feliz. Saltitamos, cantamos, gritamos. Eu fico pensando o que aconteceria se a gente fumasse, sério mesmo. Porque qualquer um que olhasse poderia jurar que a gente tava high mesmo. Tava tão legal que eu olhava no relógio, via o tempo passar e queria ficar mais. Só que a minha mala já tava pronta em casa e minhas roupas limpas já tinham acabado. Mesmo assim, fiquei até o limite do tempo (e vocês já entenderão que foi limite mesmo). Depois de muitos "tchaus, boa Páscoa", abraços e mais abraços, peguei o circular e depois um busão pra casa. Na boa, entrei no meu quarto por volta das 22h. O último ônibus pra Lins era 23h30. Catei as malas, fui pro ponto e nada de passar o Barra Funda. Quando eu já tava pensando em desistir, ele passa. 22:40. Detalhe que ele demora uns 40 minutos pra chegar na rodoviária.

Pois é, desci lá 23h20. Corri muito, carregando uma mochila e uma mala, comprei a passagem e só deu tempo de entrar no ônibus. Sério, foi questão de eu sentar na poltrona e o ônibus sair. Milimetricamente calculado...

Mas o desespero valeu pelos minutos a mais que passei falando besteira com meus coleguinhas, tremendo de frio e rindo, rindo muito. A cada dia tenho mais certeza de que finalmente acertei. Em tudo.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

The sky is blue

Fiquei surpresa, ninguém tentou me pregar peças ontem! Ainda bem, porque assim nem lembrei que dia era. Algumas pessoas sabem que essa data não é muito feliz pra mim...

Olha, ontem só não postei por causa da paralisação infeliz. As salas pró-alunos ficaram fechadas né. Assim como a biblioteca. Ninguém, e repito, ninguém merece essas coisas.

Bom, apesar dos pesares, foi um dia bom. Tá, não deu pra comprar a passagem ainda porque o dinheiro ainda não tinha caído no banco. Eu tenho muito azar com bancos. Veja, a USP tem praticamente todos os bancos que eu conheço, menos o meu! É mole? E eu ainda tenho que ficar aturando esses problemas técnicos. Bom, paciência. Deixa eu contar as coisas divertidas.

Saí da aula ontem, encontrei o pessoal (só faço aula com a turma que eu mais me apeguei às segundas-feiras...ê vida!). Depois de hesitar em ficar pra plenária (blé!) que ia ter aqui na História, decidimos ir lá na padaria da USP. Eu tinha que comprar pão, mas aí foi todo mundo pra passear. Lá o pão é bem mais barato, é uma maravilha! E tem muitas outras coisas boas, com um preço muito interessante. Sentamos nas mesinhas e ficamos literalmente falando muita bobeira. De boa, tava parecendo um grupo de bêbados já. O que eu casquei...

Depois de fotos espontâneas, xerox mal-feitos, tiradas fenomenais e muita conversa resolvemos pensar em ir embora (tava frio e tarde). Mas olhamos para o céu e ele estava tão limpo e estrelado (pra São Paulo dizem que isso é raro) que bem, aí vai, deitamos no estacionamento vazio do Crusp pra olhar a imensidão azul. Sim, pastas e mochilas como travesseiros, ficamos os 4 (eu, Dani, Aline, Gabriel) um tempão analisando as nuvens. I love that guys! Ganhei uma carona até o P3 e peguei um ônibus até em casa. Daí fui arrumar mala, ajeitar tudo, traduzir os textos de grego (aliás, daqui a pouquinho tenho aula!). Dormi tarde e acordei cedo. Vou ficar com sono mas pelo menos durmo no ônibus. Lins, aí vou eu!

terça-feira, 31 de março de 2009

Divagando 3

Uma das coisas que eu mais gosto da aula de grego é que, além da língua, a gente sempre aprende alguma coisa sobre a cultura grega em si. O professor é muito bom, sempre cita passagens famosas de livros famosos, e fala sobre mitologia, filosofia, coisas do gênero. Leigas como eu se deliciam. E o andamento tá muito bom, já aprendemos diversos verbos e conjugações, muitos itens do esqueleto da língua já foram comentados.

Ontem consegui progredir (mesmo que um mínimo) no trabalho de Brasil Colonial. Fui conversar com o professor sobre o tema que eu estou pensando em dissertar sobre, e ele foi muito simpático. Tá, passou uns 4 livros pra eu dar uma lida e depois voltar a conversar, mas enfim. Pra isso que serve a semana santa, não? Aliás, descobri que posso mesmo renovar livros pela internet, o que significa que eu poderei levar alguns volumes pra casa! Mágico, não?

Amanhã tem uma merda de paralisação (desculpem o vocabulário, mas é que isso dá raiva!), então nada de circular e nada de bandejar. Ou seja, terei que andar até cansar de barriga vazia! Diacho. Pelo menos pra compensar irei comprar minha linda passagem pra casa. Bom, vou resolver umas coisas por aí, pessoinhas queridas (quis leget haec?)! Até mais então.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Fim de semana

Fui ao teatro ontem, no SESC Consolação. Eu vi o Michel Melamed (de Capitu)! Wow! Sim, a peça era com ele, acho que eu já comentei aqui né? Ele que faz praticamente tudo, dirige, compõe as músicas, toca guitarra. O cara é foda. E puxa vida, é tão lindo saber que aquele cara que tava bem na minha frente também esteve na frente de uma câmera da Globo! Eu sei que isso é felicidade de caipira, mas que importa? Foi muito divertido, demos muitas risadas (eu, Dani, Carol e Gabriel) e enfim, valeu cada centavo do ingresso (que foi até barato, por ser teatro e tudo). Fora que eu achei o SESC maior bonitão e tal. Já procuramos as próximas peças que vai ter por ali, apesar de que o próximo passeio cultural vai ser só depois da Páscoa.

Mano, eu não agüento mais esses xerox, eles vão me falir! Não sei mais o que fazer! Porque algumas vezes não dá pra pegar o livro da biblioteca porque não tem. Tipo, na aula de Brasil Colonial, o professor passa uns documentos históricos pra gente analisar e daí tem que tirar xerox mesmo. E nunca são 10 páginas, sempre é 40, 50... De boa, me dá desespero. O que me alivia um tantinho mínimo é que pelo menos eu sempre (ou quase sempre vai...) consigo ler tudo. Esse final de semana mesmo o único passeio que eu fiz foi o teatro ontem à noite mesmo. Fiquei sábado lendo, domingo também, boa parte do dia. Acho que até o fim do curso meus olhos caem...

Tenho assistido vários episódios de Friends por aqui, a Warner sempre passa dois episódios seguidos. Esse seriado tem o mesmo efeito que Harry em mim, claro que em um nível bem inferior. Só de ouvir a musiquinha da abertura eu já fico achando que o mundo é delicioso. É, porque eu tenho tido umas crises em relação a alguns trabalhos. For example, o seminário de Ibérica tem 9 pessoas! Eu quero só ver como vamos conseguir reunir esse povo todo, como vamos decidir o que cada um vai falar. Torçam por mim, é o que digo. Bom, agora vou passar na biblioteca pra procurar uns livros e depois vou bandejar com o pessoal. Até a vista, dear friends!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Divagando 2

Recusei uma carona pra casa! Oh my God!

Ah, é que eu já tinha marcado coisa pro final de semana há um tempinho já né. Isso não significa que eu não esteja morrendo de saudade da minha casinha. Mas é bom saber que a essa altura do campeonato eu já me acostumei com os ares da capital. Aliás, falando em ares, ainda não notei a tamanha poluição que tem por aqui. É, me disseram que a pele, o cabelo, o nariz, os olhos, que tudo ficaria ruim com a poluição. Mas por enquanto, nada de mais.

Ganhei uma caneca da USP Recicla! Uma laranja que todo mundo pela USP tem! Nossa, mas eu e as meninas penamos pra conseguir hein. Porque tinha que assistir uma palestra pra ganhar, e quem disse que a gente achava a sala? Foi uma tarde de excursão pela FFLCH. Uma caravana de gente da História caçando canequinhas pelo prédio da Letras.

Ontem à noite fui na famosa e clássica "Quinta e Breja", uma festa no espaço livre do prédio da ECA (Escola de Comunicação e Artes). Muita gente da História por lá, eles são muito engraçados! Cara, o que eu dei de risada! Tudo bem que tava um pouco frio e quase começou a chover. Mas foi muito bom. Voltei um pouquinho mais tarde pra casa né, então peguei ônibus. Fiquei lendo até tarde. Peguei 2 livros na biblioteca, um do texto de Brasil Colonial da semana que vem (cansei de gastar com xerox, quando der vou pegar o livro mesmo. Ainda bem que dessa vez deu!) e um outro de América Colonial.

É isso gente, daqui a pouco vou comer algo e mais tarde tenho reunião com o grupo do trabalho de Metodologia. Inté.

terça-feira, 24 de março de 2009

À toa

Ê vida, não tivemos aula ontem. Acho que tô virando nerd, porque fiquei muito, mas muito brava.

A verdade é que eu tinha bandejado correndo (perdi hora estudando os textos...), percorri o caminho bandejão-FFLCH num tempo recorde, fui saltitando pelo corredor quando me falam: "Aula do Horácio? Ele não vai vir!". Entrei na sala com uma cara de assassina que pelamordedeus. Bom, as meninas tavam lá, ficamos conversando e vendo o povo entrar e xingar. Bom, alguns acharam legal. No fim das contas a gente já tava resignada e planejando a tarde de folga.

Tiramos algumas fotinhas bobas, fomos ver o espelho que colocaram no banheiro novo da FFLCH (yes, nós temos espelho agora!), engatamos uma conversa sobre celulares fodões. De vez em quando esquecemos que estamos na FFLCH e não na FEA (piada interna: FEA só tem playboy; FFLCH é o lar dos esculachados). Daí fomos no banco, no COSEAS, na sala pró-aluno. Aliás, é onde estou agora. Temos senha agora pra usar os computadores com livre tempo de uso! Ueba! Daí cantamos inteira (in-tei-ra!) a musiquinha que eu mais gosto do Legião Urbana, Eduardo e Mônica. É, quem sabe um dia a gente grava e põe no YouTube (tá bom...). Foi muito divertido!

Bem, depois de zanzar de forma totalmente à toa pela USP (quem vê pensa que não temos centenas de folhas para ler e fichamentos para escrever...), nos despedimos e voltei pra casa. Ah, programos também alguma coisa pro fim de semana. Passeios culturais e coisas do tipo. Enfim. Cara, desisti de ficar lendo até tarde quando cheguei em casa, preferi dormir logo pra acordar cedo.

Vou-me agora que daqui 20 minutos tem aula. Inté a vista, pessoinhas queridas.

quarta-feira, 18 de março de 2009

De feiras, grego e chuvas

Tá. Muito tempo sem postar. Isso é feio, e não tenho desculpas esfarrapadas para dar. Apenas não é do meu feitio ficar invadindo casas alheias para ter acesso à internet (ao menos não freqüentenmente...). Vou fazer um post decente hoje então, pra tentar compensar.

Ontem fui à feira! Sim, toda semana tem uma feira aqui na rua de casa. É muito boa, vende até roupa, sapato, bugigangas e afins. Mas o que me interessa mesmo são as tradicionais verduras baratas. Com 5 mangos comprei um pé de alface, uma penca de banana e um saco de cenoura e repolho ralados. E ainda sobrou troco. Eu acho engraçado sabe, feira não é uma coisa que combina muito com São Paulo, e entretanto lá estava eu, 7 horas da manhã, perambulando entre as barracas. É um ambiente que eu gosto, as pessoas sempre são simpáticas, e o cheiro do ar é muito bom: mistura de frutas, pastéis, verduras frescas. É claro que eu passo longe da barraca de peixes né... Puxa, falando nisso eu devia ter visto se tinha sardinha. Bem, fica pra próxima.

E ontem também tive, finalmente, a minha primeira aula de grego! É, faz um tempão que tava querendo contar isso aqui, mas como não tinha certeza se ia dar certo, preferi manter em off. Cara, eu tô muito animada! Não vai ser fácil, é muito diferente (aliás, é grego clássico, uma língua morta tanto quanto o latim), mas vou me esforçar. Eu sei também que não é muito útil, eu bem queria fazer francês ou italiano, mas esses não eram de graça... Sim, pois é, eu não disse, mas as aulas são totally free! De graça, grátis, na faixa. 3 horas por semana, dividido em dois dias (terça e quinta). Pode não ser uma atividade tão pragmática, mas bem, eu faço História, essas coisas são importantes dentro desse curso. Aprendemos o alfabeto, preciso decorá-lo até amanhã.

Tenho bandejado muito no bandejão da Química. Lá o arroz e o feijão é praticamente à vontade, então pego meu prato e faço uma pequena montanha. (risos) Mas ontem bandejei no Central mesmo, com uma amiga; agora tenho uma caneca também, posso tomar bastante suco (antes tinha que tomar nos copinhos minúsculos de plástico)! Quanto aos pãezinhos, eu tenho ficado cada vez mais abusada, pego já 4 de uma vez. E assim garanto a minha janta!

Hoje não tenho aula, acreditam? A professora vai participar de um congresso por aí, e avisou que não daria aula hoje. Isso não significa que não irei estudar; vou daqui a pouquinho pra USP xerocar o material do Grego e decorar o alfabeto lá. E ler os textos, que nunca param de surgir. Vou tentar também resolver alguma coisa do seminário de Ibérica.

Ontem choveu torrencialmente por aqui. Pra terminar o post, colocarei um mini-trecho de uma música que eu tive que cantar...

"São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração"

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sobre a FFLCH

Ontem na aula de Ibérica a professora começou fazendo uns comentários cômicos. "Porque vocês são brilhantes e tal... é, vocês não sabiam? Vocês são a elite brasileira! Isso não somos nós que dizemos, é fato conhecido já. Tá certo que cada povo tem a elite que merece, então não fiquem muito cheios de si, mas enfim". (risos) Montamos os grupos de seminário, o tema do meu vai ser sobre alguma coisa a ver com as artes Ibéricas. Também teremos um exercício de análise historiográfica em breve. Para fazê-lo, teremos que ler uma porrada de textos (cabei de pedir no xerox, ficou quase 10 mangos!). Quero só ver no que vai dar.

Um item que eu ainda não expliquei sobre os cursos aqui da FFLCH. Na verdade vários itens. O currículo aqui é bem flexível, só no primeiro semestre que as matérias tão definidas, depois os alunos que tem que correr atrás. Dizem que final de semestre é uma loucura por causa disso (se bem que acho que fim de semestre é uma loucura em qualquer lugar...). Outra coisa: por exemplo, no período vespertino de cada ano existem por volta de 130 alunos. Daí eles dividem essa massa em 3 turmas, pra cada aula. E assim, as turmas não são sempre as mesmas. Conclusão: é difícil você achar alguém que faça as 4 matérias com todos os mesmos 4 professores que você. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo. É bom porque assim você acaba conhecendo todo mundo. E é ruim porque fica difícil se "apegar" a uma turma logo. É compreensível? Porque é meio difícil de explicar.

Ontem quando saí da aula fiquei tomando Coca com umas pessoas do meu grupo de seminário. Depois teve um bolo e um parabéns pra uma das meninas, que tava fazendo aniversário. Adivinha o que usamos pra cortar o bolo? O meu canivete! Sim, acho que pela primeira vez na vida ele foi usado. Talvez não devidamente usado, mas de qualquer forma... Nos melecamos bastante, cantamos músicas do A-Ha, tiramos fotinhas. E aí voltei pra casa, pra tentar ler um pouco das centenas de páginas que se acumulam.

Aqui tem chovido, 2 dias seguidos. Refrescou um pouquinho (bem pouquinho!). Ainda não tá sendo um transtorno pra mim, porque a chuva tá mansa. Meu ouvido tá praticamente curado (ou pelo menos tá indolor e desentupido). VOu subindo pessoas, daqui uns minutos começa a aula. Até.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Cinema brasileiro

Fui assistir a um filme brasileiro ontem, no CINUSP. O nome era Cinema, Aspirinas e Urubus. Se passa na época da Segunda Guerra. Um alemão fugindo dela vem pro Brasil vender aspirinas lá pelo Nordeste, mostrando vídeos do produto em cada cidade que passa. E um nordestino que quer ir pro Rio de Janeiro tentar a vida. Aí os dois viajam junto e enfim, não vou contar o filme todo aqui né. Mas achei bem legal, tem uns diálogos muito engraçados!

Nunca fui fã de cinema brasileiro, infelizmente admito que ainda tenho um preconceito em relação às nossas produções. Mas não tenho culpa se quase todos os filmes mostram sempre alguma coisa do tipo favela ou sertão. Eu sei que isso caracteriza bem o Brasil, mas ainda acredito que o cinema é mais lazer e diversão do que qualquer outra coisa, e pra ver miséria eu visito uma favela qualquer que tem por aí. Visão infantil ou ingênua, ok, mas só tô sendo sincera.

Nossa, o filme começou 19h, quando acabou tava meio tardinho já. Aí acabei gastando uns trocados pra pegar um ônibus que me deixa mais perto de casa. Ou melhor, peguei um ônibus que me faz andar por um caminho menos perigoso do que o comum. Não que eu tenha medo (sério, não tenho mesmo, deve ser porque nunca me aconteceu nada), mas acho melhor não dar bandeira né.

A aula de Brasil Colonial foi ótima! Aprendemos finalmente como analisar um documento primário. Cara, eu adoro aquele professor, ele fala muito bem. Explica os fenômenos de uma maneira muito compreensível, é claro, conciso. Eu prezo muito essas coisas, queria ser assim. Daí já peguei o próximo texto dele, é muito grande! Quero só ver... Mas eu dou conta. Por isso vou indo, pessoinhas. Depois a gente se fala.

sábado, 7 de março de 2009

De Carpenters e andanças

Embora de ontem pra hoje tenha acumulado um monte de coisinhas legais pra contar, deixa eu contar primeiro a melhor delas. Comprei 3 LPs dos Carpenters por 10 mangos! Conseguem imaginar como tou feliz por isso? Já explico onde comprei, deixa eu só comentar sobre esses 3 fantásticos albuns. Se você não curte o duo, pode pular pros próximos parágrafos.

Os três álbuns foram Horizon (1975), Passage (1977) e Made in America (1981). As capas: Eu curto mais os primeiros LPs deles (os do início da década de 70), mas esses aí também são fomidáveis. O Made In America foi o último oficial dos dois juntos, porque depois a Karen se foi. Tem ótimas músicas, como Those Good Old Dreams e (Want You) Back In My Life Again, que eu adoro. Já no Passage tem uma das minhas favoritas, a Sweet Sweet Smile
. Esse álbum é cheio de sons novos pra época; muita gente não gostou, eu achei bem divertido. O Horizon... nossa, eu gosto muito desse. A capa tá linda e as músicas tão muito bem selecionadas. Se não me engano, foi produzido um ano depois de um longa turnê, então eles tavam cansados e tal (não me lembro onde li isso!). By the way, esse é o álbum do Please Mr. Postman (originalmente dos Beatles), que ficou tão conhecida no Brasil. Only Yesterday também tá no meio das músicas, e Solitaire, que eu não sou muito fã, mas tenho que admitir que a voz da Karen aqui tá transcendental. Chega de comentários né? Se deixar, fico até amanhã falando de Carpenters. Mal posso esperar pra chegar em casa e ouvir os discos.

Ah, talvez seja interessante explicar porque eu tô tão feliz por ter adquirido um objeto musical tão arcaico. Bom, na verdade , não tem o que dizer, nada explica aquele chiadinho no começo das músicas, aquela capa grandona e enfim. Pô, música antiga tem que ser ouvida assim. Creio que seja algo como ler um grande clássico na primeira edição. Coisas de fã.

Voltando... depois de acordar umas 7 horas da manhã, lavar roupa e tomar café, fui para o centro (mais especificamente, a Praça da Sé) pagar o bilhete único. É claro que eu poderia ir a postos mais próximos pra fazer isso, mas é que na Sé eu sei chegar fácil sem correr risco de me perder. Bom, chegando lá, surpresa! A SPTrans tava sem sistema. Dá pra imaginar a raiva que eu fiquei? Porque assim, eu taria super disposta a esperar (tem muito lugar legal pra passear por ali), mas queria estar na USP ao meio-dia, pro concerto da OSUSP. E já eram quase 10h.

Tá, já meio desencanando de ver o concerto, fui na livraria da UNESP ali do lado, e depois num sebo. Lá que comprei meus LPs. Faz tempo que eu queria já, tava só esperando encontrar. Voltei pra SPTrans e o sistema ainda não tava funcionando. Me falaram que eu poderia ir no posto do terminal Dom Pedro, ali pertinho. Bem, fui lá, junto com um cara que também tava quase tão perdido quanto eu. Nesse ponto, o concerto já era há muito. Paciência, eu também já tinha até esquecido, tava radiante demais com meus novos discos. Enfim, depois de enfrentar uma fila deveras grande, consegui finalmente pagar o bendito cartão. Mais 20 dias e eu o terei em mãos.

Comi um cachorro-quente barato, porque não ia dar tempo de bandejar (já eram quase 2 horas). Fui pra USP, de metrô e pegando Ponte Orca. Passei pela 25 de março pra pegar o metrô, mas tava com pressa. Quero voltar lá com calma. É que ia ter filme bom no CINUSP às 4 horas. Primeira vez que fui lá. Não é muito grande, mas tem cara de cinema mesmo. E é de graça. O filme era Sideways - Entre Umas e Outras, do diretor Alexander Payne. Dei muita risada! E fiquei com uma vontade de beber vinho... Interessante, ou melhor, inusitado: foi indicado pra Oscar de melhor filme (e vários outros; ganhou o de Melhor Roteiro Adaptado), e assim, não me parece o tipo de filme que ganha esses prêmios. Me parece o tipo de filme que eu adoro, e não os críticos. Enfim. Jantei no bandejão. Suco vontade, pãezinhos pro café da manhã. Assisti Friends ao chegar em casa e fiquei lendo até dormir. Conclusão: um dia legal.

O tempo refrescou, choveu um tanto a tarde. Agora de manhã tá nubladão. Eu acho lindo céu nublado. Me sinto tão bem. Tô aqui na biblioteca agora. Vou consultar uns dicionários de espanhol e depois creio que vou passear no shopping Eldorado. Dias que podem terminar em chuva são bons para passeios em shopping. Hasta la vista!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Consultando

Buenos días, amigos. Não liguem, tô pirando com esse lance de espanhol!

Contrariando todas as expectativas, consegui ser atendida no HU ontem. Cheguei lá, esperei por volta de 1 hora (pra um hospital público isso não é nada), conversei com a mulher, e aí além dela fazer o meu "cartão de paciente do HU", também já marcou uma consulta no otorrino. Mais uma meia hora de espera, e aí eu entrei na sala, expliquei o problema, e depois do que me pareceram nem 45 segundos eu já tava com um diagnóstico de ouvido infeccionado e a receita do remédio em mãos. Ele já tá comprado e tá em uso, agora é esperar melhorar.

Tive aula de Metodologia da História I ontem. Era a que eu mais temia, mas não foi tão ruim. O professor é engraçado, e tirando os seminários que teremos que fazer, acho que será tudo tranqüilo. Terminei de ler mais um texto ontem (enquanto esperava minha consulta, nota-se), sobre os índios no Brasil antes da chegada dos europeus. Agora tô tentando decifrar aquele texto em espanhol lá. Tenho que fazer um resumo dele, então de um jeito ou de outro vou ter que entendê-lo.

Assisti um episódio novo de House! Tá tudo meio mudado, mas continua bom! Se não fosse a minha hipocondria, acho que seria viciada nele. Quero arrumar meu tempo pra cosneguir assistir mais coisas. Mas acho melhor ficar lendo os textos mesmo, e aproveitar que estou animada.

Daqui a pouco vou lá no SPTrans pagar meu cartão. Queria passar num sebo pra ver se encontro um livro que vou precisar pra Metodologia. Mas preciso calcular bem o tempo, tem concerto da OSUSP ao meio-dia. Falando em música... que vontade que eu tô de tocar violão! Vim pra cá com os dedos vermelhos e inchados de tanto dedilhar e agora os calinhos tão até sumindo por falta de prática.

Bom, pessoinhas, vou-me já andando. Mandem melhoras pro meu ouvido. Fui!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Oi? Quê? Não ouvi!

Que beleza, meu ouvido está entupido e doendo. Sim, não tô ouvindo nada do lado direito, exceto os barulhos internos da minha cabeça. Não queiram imaginar, é terrivelmente irritante. Vou tentar uma consulta no HU ou acabo ficando assim até a Páscoa.

Ontem tive aula de História Ibérica I. Não é o assunto que mais me interesso, mas a professora é bastante boa. Só tem um porém: terá um monte de texto em espanhol pra ler! Aliás, o primeiro já é nessa língua. 40 páginas de puro castelhano. O professor de terça-feira já tinha nos alertado que os professores do Depto. de História acreditam que português e espanhol é tudo a mesma coisa. Bom, é realmente bem parecido. De qualquer forma, vou precisar de um dicionário português-espanhol.

Ai, caramba, esse meu ouvido tá realmente incomodando!

Ontem comprei tomates e misturei no miojo. Viu, estou me tornando mais saudável, mesmo que lentamente. Almocei no bandejão de Química, que é o mais perto da FFLCH. Terminei de ler o texto de América Colonial. Os astecas se tornaram ainda mais fascinantes do que quando eu os estudava no colegial. Cara, esqueci de falar. Em História Ibérica terá seminários. É, eu sabia que não poderia fugir deles pra sempre. Espero que não sejam muito estressantes.

Liguei na Reunidas e meu passe escolar ainda não está pronto. Em compensação, já posso ir na SPTrans pagar meu bilhete único. Mas este só vai chegar daqui uns 20 dias (haja paciência... e dinheiro!). Enfim, queria esperar e fazer as duas coisas de uma vez, mas quanto antes pagar o bilhete da SPTrans, mais cedo ele chega. Então amanhã, que não tenho aula, vou acertar isso. Eu sei que tem uns postos mais perto, mas vou lá no da Praça da Sé, porque lá eu sei chegar sem erro. Vou de manhã bem cedo. Talvez demore pra postar aqui um pouco. Se não venho aqui no PC de manhã, fica complicado achar outra hora. E a tarde tentarei uma consulta no HU. Não vou me animar muito, porque já me disseram que é bem difícil conseguir um médico lá.

Portanto, que os deuses astecas me dêem muita paciência pra agüentar essa debilidade auditiva temporária (oh!). Torçam por mim!

P.S.: Pai, se você tiver lido isso, olha que engraçado, agora vou ter que sentar na frente porque meu grau tá fraco e porque tô com um ouvido falho! Ê vida!

quarta-feira, 4 de março de 2009

The second day

Adorei o professor de ontem! Tivemos aula de História do Brasil Colonial I. Ele fez uns comentários ótimos sobre diversos assuntos, e até encorajou a classe quando falou a respeito do mercado de trabalho. O mais cômico é que ouvi dizer que ele é um dos professores mais exigentes do primeiro ano, mas ele me pareceu o mais gente boa! Vamos ter que fazer, durante esse semestre, uma pequena monografia temática, sobre qualquer assunto dentro de Brasil Colonial. Eu sei que não vai ser nada fácil, mas tô animada e já pensando num tema bom. Tava meio em pânico com aquele lance de formato científico, mas o professor lá disse que vai dar uma ajuda com isso, e até disponibiliza 2 horas por semana pra conversar individualmente com os alunos. Também vamos ter uma prova no fim do semestre.

Em cada aula de Brasil Colonial, vamos ter um texto pra ler e um documento primário pra analisar. Eu já peguei o primeiro documento no xerox, uma carta de 1503! Já li uns pedaços do texto do professor de segunda-feira também, e tô adorando! Muitas informações sobre os povos pré-colombianos, principalmente os astecas. Puxa vida, se os textos que vem pela frente forem tão bons quanto estes, então tá tudo bem.

Esqueci de dizer, experimentei 2 bandejões novos. Anteontem fui no da Química. Lá tem arroz parbolizado (nunca soube direito o que é, mas é gostoso!), mas achei o espaço do lugar meio pequeno. Daí ontem fui no bandejão da Prefeitura. Lá tem suco a vontade! E opção de comida vegetariana. Não tive muita sorte com a mistura, fui uma carne de porco esquisita. Mas paciência, peguei 3 pãezinhos e enfiei na mochila. Esse foi meu lanche da tarde!

Depois do calor morfético que fez esses dias todos, choveu um pouco na tarde de ontem. Nada que me atrapalhasse, estava em aula. Quando saí já tinha parado. Falando em sair, a aula acabou bem cedo. Daí fui estudar um pouquinho na biblioteca da FEA. Voltei pra casa e passei no supermercado, queria comprar uns tomates/alface. Mas tavam todos meio capengas. Por isso vou acabar esse post aqui e vou à feira que tem aqui perto ver se acho algo decente. See ya' guys!